EXPERIENCIAR OU CONHECER?

Muitas pessoas confundem, conhecer Jesus, com o facto de só terem experimentado algo através da Sua ajuda em alguma situação das suas vidas. Mas são duas coisas distintas, e é muito importante não confundi-las! Se já clamamos pela ajuda de Deus nalgum assunto fosse de que natureza fosse, e Deus operou, isso foi uma experiência.

E por vezes esquecemos e não passa disso… Dizemos que fomos ajudados por Ele, mas isso não significa que O conhecemos. Conhecê-Lo é bem diferente! Vai além de ter sido ajudado. É algo mais profundo, é TER RELACIONAMENTO! No primeiro caso, tivemos uma experiência com Deus que pode ser esquecida ou não... No outro, temos um relacionamento com Deus, que é permanente.

Vamos supor que alguém foi liberto de um vício das drogas ou do álcool, ou de qualquer outra dependência, ou até mesmo de um problema de saúde… Deus interveio e ajudou-nos. Ficamos gratos a Ele, mas podemos continuar a viver à nossa maneira e até esquecer com o passar do tempo. Outra coisa é: Deus interveio, eu estou grato, mas, como prova da minha gratidão, eu quero conhecê-Lo mais…

E é nessa maravilhosa descoberta contínua da Sua Pessoa Bendita que decidimos entregar-Lhe o controlo da nossa vida e nos dispomos a segui-Lo para fazer a Sua vontade.

Como podemos ver, é distinto. Um relacionamento marca a diferença.

Há um caso narrado no Novo Testamento de um cego de nascença, que serve de exemplo do que estamos a falar. “E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença… cuspiu na terra, e, com a saliva, fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego. E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo. João 9:1,6,7

Este cego teve um encontro com Jesus. Apenas sentiu o Seu toque, ouviu o que Ele lhe disse, obedeceu e milagrosamente passou a ver. Ele tinha sido um cego de nascença. “Foi, lavou-se, e voltou vendo”. Palavras simples, mas cheias de significado. Foi o evangelista João que as relatou. Mas o que dantes era cego também testemunhou quando o interrogavam: “…Então, fui, e lavei-me, e vi...”

O homem que tinha sido cego apenas sabia que o Homem chamado Jesus tinha feito o milagre. Nada mais podia dizer sobre Ele. Fixou apenas o Seu Nome, e experimentou um milagre de Deus na sua vida. O mesmo acontece com muitos de nós. Experimentámos o resultado da Sua misericórdia e compaixão, mas para muitos não passa disso, infelizmente…

Quando lhe perguntaram onde é que esse Jesus estava, a sua resposta não podia ser outra, “Não sei.” (V.12). A certeza dele era, ter sido cego, e pela ação de Jesus, agora ver.

Quando lhe perguntaram a opinião sobre a Pessoa que lhe tinha dado vista, a resposta foi pronta:

“Tu, que dizes Daquele que te abriu os olhos? E ele respondeu: Que é Profeta.” V.17. Na mente e no coração deste homem havia uma certeza que não o fazia mudar de opinião. Mesmo quando outros queriam levá-lo a confessar a opinião deles, ele permaneceu na sua própria convicção.

“Chamaram, pois, pela segunda vez o homem que tinha sido cego e disseram-lhe: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. Respondeu ele, pois e disse: Se é pecador, não sei; uma coisa sei, e é que, havendo eu sido cego, agora vejo.” v.24,25

Não podemos dizer muita coisa sobre alguém que acabamos de conhecer, mas podemos testemunhar daquilo que experimentamos. Este homem defendeu a Pessoa de Jesus, corajosamente: 
 
“E tornaram a dizer-lhe: Que te fez Ele? Como te abriu os olhos? Respondeu-lhes: Já vo-lo disse e não ouvistes; para que o quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, fazer-vos também Seus discípulos? Então, o injuriaram e disseram: Discípulo Dele sejas tu; nós, porém, somos discípulos de Moisés. Nós bem sabemos que Deus falou a Moisés, mas este não sabemos de onde é. 
 
O homem respondeu e disse-lhes: Nisto, pois, está a maravilha: Que vós não saibais de onde Ele é, e me abrisse os olhos. Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus e faz a Sua vontade, a esse ouve. Desde o princípio do mundo, nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença.

Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer. Responderam eles e disseram-lhe: Tu és nascido todo em pecados e nos ensinas a nós? E expulsaram-no.” V.26-34

Como costumamos dizer: “Contra factos, não há argumentos”. Podia ter sido cego, mas não era nada tolo. Apesar de não conhecer Jesus, conhecia a sua experiência, e isso era mais importante do que qualquer outra coisa. Era um homem jovem, simples, mas ousado. (Quem dera que muitos dos que têm provado a graça de Deus, tivessem a mesma ousadia para testemunharem Dele!).

 A experiência que este homem teve com Jesus, pôde levá-lo mais longe! Levou-o a conhecer Jesus. Uma relação pessoal com Ele é a relação com Quem nos faz bem agora e eternamente!

Este jovem não conhecia muito sobre Jesus, mas conheceu o suficiente para não admitir que falassem mal da Sua Pessoa…
Se valorizamos o que aconteceu connosco, precisamos de prosseguir em conhecê-Lo melhor! Jesus deseja revelar-se às nossas vidas à medida que nós vamos abrindo o nosso coração para falar com Ele e ouvir a Sua Palavra… Não andemos apenas à espera das bênçãos, mas de Deus, o Abençoador, o Pai, o Amigo, o nosso Senhor!

A parte melhor desta história deste cego que foi curado, ficou reservada para mais tarde, depois de ser expulso por aqueles religiosos que eram ainda eram mais “cegos” do que ele.

 “Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus? Ele respondeu e disse: Quem é Ele, Senhor, para que Nele creia? E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo. Ele disse: Creio, Senhor. E O adorou.” V.35-38

Através desta confissão nasceu um discípulo, um adorador, um seguidor de Jesus Cristo. A partir desse momento não foi somente pelo facto de ter sido curado, mas por vê-Lo, conhecê-Lo e confiar-Lhe a sua vida. É necessário que aconteça o mesmo connosco. Impossível conhecer Jesus e não O adorar!

Ele é o Deus que nos ama e podemos confiar total e plenamente Nele.
Ele é Aquele que fará sempre BEM àquele que O busca, agora e por toda a eternidade.

J.F.

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